Olá a todos os sócios da AEESECG e todos os alunos da ESE-UM.

A AEESECG deseja-vos um óptimo ano lectivo e promete a todos um ano repleto de actividades para que aumentem o vosso conhecimento em Enfermagem e o vosso Espírito Académico.

Debate do Novo Modelo de Desenvolvimento Profissional


Caros colegas, pretendemos, neste breve texto, fazer chegar até vós uma noção muito geral sobre o que é abordado no Novo Modelo de Desenvolvimento Profissional, preconizado pela Ordem dos Enfermeiros. Esperamos que consigam aprofundar o tema no Debate que vos iremos oferecer e que possam ficar devidamente informados sobre algo que irá remodelar o exercício profissional em Enfermagem.

O desígnio fundamental da Ordem dos Enfermeiros assenta no reconhecimento do direito à auto-regulação da enfermagem portuguesa, como uma garantia da protecção do interesse público e do bem comum, aspectos que a identificam. É nesta perspectiva que os instrumentos reguladores tanto no acesso à prática profissional, como na monitorização e desenvolvimento da prática, assim como na regulamentação e controle do exercício, assumem particular relevância. Assim sendo, o Novo Modelo que a Ordem prevê implementar, é entendido como capaz de responder aos desafios actuais e futuros, e de permitir a consolidação e regulação da profissão.

Com o Novo Modelo haverá vantagens para os cidadãos, para os enfermeiros, para as organizações de saúde e educativas. Através deste poderemos:


  1. Garantir que o desenvolvimento dos percursos de profissionalização, realizados por cada enfermeiro permitam identificar condições de certificação de competências e tenham como escopo natureza dos cuidados de enfermagem, o enquadramento conceptual e legal para os cuidados de Enfermagem e as competências do enfermeiro de Cuidados Gerais;

  2. Promover o desenvolvimento profissional no sentido da especialização de todos os enfermeiros, de modo a que o cidadão seja atendido por profissionais reconhecidos pelo elevado nível de cuidados prestados às necessidades de cada pessoa/família;

  3. Promover a autonomia dos percursos de profissionalização, entendidos como percursos de formação face aos percursos académicos, podendo ser complementares entre si;

  4. Tornar relevante tanto para o cidadão individualmente, como para as organizações prestadoras, a clarificação de percursos profissionais orientados que fortaleçam e façam emergir competências clínicas acrescidas, onde a certificação seja entendida como um atestado de garantia dos cuidados que os enfermeiros podem oferecer;

  5. Tornar o desenvolvimento de percursos profissionais orientados, com o incremento de uma prática clínica baseada na evidência, um importante contributo para as dinâmicas organizacionais de maior exigência e consequentemente de melhoria contínua da qualidade dos cuidados. Também se constituirá como contributo importante para a criação de espaços qualificantes pelo permanente retorno do conhecimento em Enfermagem, gerador de novo conhecimento;

  6. Tornar relevante o contributo do sistema de desenvolvimento profissional e certificação de competências para a qualidade do desempenho organizacional, com os consequentes benefícios que daí decorrem para os cidadãos;

  7. Melhorar a relação entre os contextos da prática clínica com as organizações formadoras, tanto ao nível da formação pré-graduada como da formação pós-graduada, enquanto recurso fundamental de legitimação do conhecimento;
  8. Promover um modelo sistémico de desenvolvimento profissional pelo envolvimento das instituições de ensino, das instituições de saúde e da própria profissão.

O Modelo proposto caracteriza-se por:

- Ter início no primeiro dia de exercício profissional do enfermeiro, conduzindo -o a percursos de especialização em áreas clínicas de Enfermagem e acompanhando -o ao longo da sua vida profissional.
- Organizar -se a partir de um período de internato de Enfermagem (com duração a definir pela OE), constituído por duas fases que a seguir se enunciam, apresentando as principais linhas para a sua consecução:

1ª Fase:


  • Um ano de exercício profissional tutelado, da responsabilidade dos órgãos próprios do Internato;

  • Programa formativo proposto pela OE (experiências de cuidados+ formação + investigação), tendo por referência as Competências do Enfermeiro de Cuidados Gerais;

  • Condições de acesso e de avaliação a definir pelos órgãos próprios do Internato, constituídos exclusivamente por enfermeiros.

2ª Fase:


  • Exercício profissional na área da respectiva especialidade, com duração a definir pela OE, da responsabilidade dos órgãos próprios do Internato;

  • Programa formativo proposto pela OE (experiências de cuidados relevantes + formação + investigação), tendo por referência as Competências do Enfermeiro Especialista (a serem definidas pela OE);

  • Condições de acesso e de avaliação a definir pelos órgãos próprios do Internato.

…Que implicará:



  • A criação de órgãos próprios do Internato constituídos por Enfermeiros, representantes do Ministério Saúde, Ordem dos Enfermeiros e Organizações de Saúde;

  • Certificação de Enfermeiros tutores/supervisores clínicos;

  • Unidades de cuidados com a capacidade formativa reconhecida pela OE;

  • E o envolvimento das organizações.
Esta nova visão relativa ao Desenvolvimento Profissional deve de ser entendida como uma importante alteração do paradigma e do foco dos percursos formativos pós -graduados, que terão de ser plasmados em Diploma Legal e em Regulamentação a elaborar pelo Ministério da Saúde e Ordem dos Enfermeiros.


Como em outras situações o dispositivo legal atrás referido incluirá as condições e medidas de transição. O quadro estatutário e orgânico da OE terá de acolher os dispositivos necessários à criação, implementação, desenvolvimento e controlo deste novo modelo de desenvolvimento profissional.


A construção dos dispositivos necessários à consecução do modelo implicará ainda um amplo trabalho da OE com os enfermeiros, as organizações de saúde e educativas, bem como com a tutela.


Esperamos que participem neste Debate. É o vosso futuro. Participem. Informem-se. Questionem-se.

12 Bitaite(s):

Anónimo disse...

ora bem...sei k este meu comentario nada tem a ver com o topico, mas achei k tinha k escrever nalgum lado...bem...hj recebi um email "td catita" da AE a mostrar a sua indignação por ng ter aparecido na ultima AG (31/1)...eu na minha ignorancia deduzo k isso se deve talvez (assim na loucura) ao facto dos alunos nao estar contentes com o (não) trabalho da AE...1º ponto.Como 2º ponto...pah..ond é k é o gabinete da AE mesmo?!? desculpem mas o GPS ultimamente anda meio avariado!!!

Saudações Académicas!

Luis Caldas disse...

Ora bem hoje é dia 7 de Fevereiro, há debate do Modelo (algo que vai afectar o futuro de todos os estudantes), penso que a semana passada houve uma festa de carnaval. Pelo que li houve reuniões com delegados e com turmas. Bem a Direcção tomou posse em Janeiro. E com 1mês de mandato tendo feito isto tudo, já é apelidada de nada fazer.

Há coisas que nunca mudam. A começar pela critica fácil e anónima.

Continuem a trabalhar, como já vos disse, o futuro da enfermagem também depende de vocês!

Vemo-nos no ENEE

Lira disse...

boa noite! a quem escreveu anteriormente, digo apenas o seguinte: assume o que dizes assinando o que proferes!

depois disso terás as tuas respostas...

cordiais saudações

Tixa disse...

Gostava só de dirigir uma palavrinha ao meu colega anónimo... as AG's servem mesmo para isso, para que nós alunos possamos mostrar o nosso descontentamento, relativamente aos mais variados assuntos...por isso talvez você produtivo que este meu colega se fizesse ouvir numa das próximas AG's.

Saudações académicas

João disse...

só queria dar os meus parabens a organização deste debate... foi no meu ponto de vista muito importante... muitos parabens... saudações academicas

AEESECG disse...

Caro Colega,

Em nome da Associação de Estudantes, cabe-me informar que as AG's são para os alunos, para entre muitas outras coisas, demonstrar o seu descontentamento pelo trabalho de AE. Pois, a AE trabalha para e pelos os alunos. E neste mandato temos tomado isso como ordem de trabalho. Reunimos com os delegados, reunimos com as turmas, realizamos um debate de sucesso, para quem? Para os alunos.
Queremos continuar a fazer mais e melhor pelos alunos.
Colega, a porta da Associação está sempre aberta para que possas ir até lá porque a AE é de todos os alunos.

Sem outro assunto, cordiais saudações académicas.

O Presidente da AEESECG:
Carlos Gonçalves

BlaBla disse...

À AE, parabens pelo trabalho desenvolvido até então, e como tenho conhecimento do plano de actividades, sei que o estão a cumprir e se este foi APROVADO EM AG, é porque agrada a TODOS OS ALUNOS, ou entao tivessem mostrado o seu desagrado. O desagrado pode e deve SEMPRE ser mostrado, mas de forma a evoluir com vista a satisfazer as necessidades de todos os alunos.

Usem este espaço para comunicar com a AE. PARA TODOS CRESCERMOS, e não para sermos eternas crianças!

Já agora pedia ao Exmo Sr Presidente Carlos Gonçalves,lol,que algo fosse feito para alargar o horario da sala dos computadores. Ajudem os alunos a resolver este grave problema!


Continuem a representar os alunos como têm feito até agora, e muito bem. Ninguem vos paga as horas extras que, com orgulho, usam para defender toda a comunidade estudantil.

Parabens. e COMO VOCES NOS REPRESENTAM COM ORGULHO E FORÇA DE VONTADE, É COM ORGULHO QUE ME VEJO REPRESENTADO POR VOCES.

UM MUITO OBRIGADO!

Ângelo Mariano disse...

Anonimo, faz o favor de pedir a transferencia desta escola, pois com comentários desses és um embaraço para todos que a frequentam.

Este é o comentario possivel perante tamanha bestialidade. Enfim...

Anónimo disse...

Ofendidos com um simples comentario?!?!bem...voces aceitam criticas de uma maneira genial..alias recorrem à resposta mais baixa possivel...o insulto...pois é mariano...pena que bestas como tu so tenham saido agora da escola!

Anónimo disse...

Ele há cum cada nabo...o k a NOSSA AE sofre...

Abraços pessoal..força